IV Domingo da Quaresma

O Evangelho de hoje transmite-nos uma mensagem intemporal sobre o amor, o perdão e a importância do arrependimento.

Este Evangelho mostra-nos que, mesmo quando erramos, as pessoas que verdadeiramente nos amam estarão sempre ao nosso lado. O filho mais novo cometeu um erro ao pedir a sua herança e desperdiçá-la, mas, ao arrepender-se e regressar a casa, foi acolhido pelo pai com alegria e perdão. No entanto, o filho mais velho sentiu-se injustiçado, pois permaneceu sempre fiel ao pai e nunca recebeu uma celebração semelhante. Esta história ensina-nos que, apesar dos erros cometidos, aqueles que nos amam continuarão a apoiar-nos e a perdoar-nos.

Para alguns, este Evangelho ensina que os pais amam os filhos de igual forma, independentemente dos erros que possam cometer. Por vezes, é preciso errar, reconhecer os nossos erros e pedir desculpa para crescer e aprender.

Outros interpretam que não devemos querer tudo de uma só vez, pois os caminhos da vida já estão traçados. O desejo de obter tudo rapidamente pode levar a caminhos errados, uma vez que o dinheiro não compra a felicidade.

Esta parábola também nos mostra que o mais importante não é apenas seguir as regras, mas sim reconhecer os nossos erros e ter coragem para os admitir. Além disso, devemos ter ousadia para tentar coisas novas e para aprender com as experiências vividas.

O Evangelho ensina-nos ainda que devemos amar todos de igual forma e ajudar aqueles que enfrentam dificuldades, tentando erguer quem se encontra em baixo. Também nos lembra da importância de dar uma segunda oportunidade aos pecadores, sem esperar nada em troca.

Errar faz parte da vida. O fundamental é assumir os nossos erros e procurar melhorar para não os repetir. Deus ama todos de igual maneira e valoriza cada um de nós, independentemente dos erros cometidos. Esta parábola lembra-nos que seremos sempre acolhidos e perdoados, desde que estejamos dispostos a mudar e a reconciliar-nos.

7º Ano Catequese Casal de Malta

III Domingo da Quaresma - 2025

Neste Evangelho de São Lucas Jesus convida-nos a refletir sobre a nossa relação com Deus e com o pecado. Convida-nos também a refletir sobre a responsabilidade que temos, enquanto Cristãos de, a sua palavra dar frutos.

No início do Evangelho, Jesus alerta-nos e convida-nos à conversão. Mostra-nos que somos todos pecadores, ninguém é melhor ou pior do que o outro, e por isso não devemos julgar o próximo.

Todos, na nossa condição de humanos, carecemos da misericórdia e da graça de Deus.
A questão não é a gravidade ou a dimensão do pecado que cometemos mas o facto de o reconhecermos , arrepender-nos e, na nossa fragilidade, termos a capacidade e a humildade de pedir perdão.

Deus é misericordioso e dá-nos a oportunidade de a cada dia sermos e fazermos sempre melhor.
Na Parábola que Jesus nos conta, convida-nos a sermos seus apóstolos e a espalhar a sua palavra.
Convida-nos a aproveitar o tempo que nos dá para crescermos na fé, porque só assim nos podemos tornar pessoas melhores e darmos bons frutos.

Que sejamos Sal, Luz e Fermento!

6º ano de Casal de Malta

Domingo II da Quaresma

A Quaresma é sempre um tempo oportuno para iniciar nossa conversão: não tenhamos medo

  “Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O”.

O Evangelho deste domingo transmite-me a importância de orar com outros e o poder da oração, o quanto nos pode mudar e enriquecer. São momentos de reflexão e de verdade que nos aproximam de Deus, dos que nos rodeiam e de nós próprios.

Ele sabe o caminho e se o ouvirmos, se deixarmos que ele nos inspire e seguirmos a sua vontade não precisamos de ter medo e nunca estaremos perdidos.

 “Mestre, como é bom estarmos aqui!” 

O mais importante não é onde estamos, mas com quem, pois Deus está sempre conosco, em qualquer lugar e em qualquer momento.

Consequentemente, podemo-nos interrogar: como é que são as pessoas de “transfiguradas” na oração? 

Façamos, também nós, a experiência de subir com Jesus ao monte… Enquanto subimos, podemos conversar com Ele e, com toda a sinceridade, dizer-Lhe as nossas dúvidas e inquietações e deixar que Jesus nos fale ao nosso coração.

Jesus é o Filho amado de Deus, através de quem o Pai oferece à humanidade uma proposta definitiva de aliança, libertação e salvação.

Laura Silva

DOMINGO I DA QUARESMA

Lc 4, 1-13

 Esta passagem do Evangelho segundo São Lucas, refere as tentações que Jesus teve de enfrentar nos 40 dias que passou no deserto. Esta passagem é uma reflexão sobre a nossa relação com Deus, a vida cristã e o modo como enfrentamos as tentações que surgem no nosso dia a dia.

Jesus estava cheio do Espírito Santo e foi para o deserto, sem comer, só a rezar. Durante esse tempo, o Diabo queria que Jesus fizesse coisas erradas por causa das suas fraquezas.

Primeira Tentação: Jesus sabia que a coisa mais importante não é apenas o que comemos, mas o que Deus nos ensina: "nem só de pão vive o homem".

Segunda Tentação:  Jesus sabia que Amar a Deus era a coisa certa.

Terceira Tentação: Jesus sabia que não devemos desobedecer a Deus, mas confiar no que nos ensina.

As tentações de Jesus no deserto ensinam-nos que devemos resistir às tentações com fé e obediência a Deus. Jesus, ao rejeitar os atalhos do Diabo, mostra-nos que a verdadeira força vem da Palavra de Deus. Esta passagem lembra-nos de confiar em Deus e procurar a Sua vontade, especialmente durante momentos de provação.

As tentações do mundo exterior estarão sempre presentes em nossas vidas, por isso é importante manter nossa fé e confiança em Deus, pedindo-lhe em todo momento que nos permita distanciar-nos do pecado e das coisas que ferem seu coração.

Todos os dias somos tentados a tropeçar em tentações, porém, só conseguimos com que isso não aconteça quando a nossa fé é maior do que aquilo que nos tenta.

É que mesmo quando enfrentamos dificuldades, devemos confiar em Deus e seguir os Seus ensinamentos. Jesus mostrou-nos que, em vez de ceder às pressões ou tentar ir por maus caminhos, devemos ir buscar a vontade de Deus e resistir às tentações com fé e sabedoria. Isso ensina-nos a importância de ter confiança em Deus, viver com integridade e não testar os limites do que é certo.

Muitos de nós, quando iniciamos um novo desafio gostamos de refletir, de pensar, de organizar coisas quer na nossa cabeça, no nosso coração e mesmo em coisas exteriores a nós. Para isso gostamos de ficar sozinhos. Assim, também, gostava Jesus de fazer, sempre que precisava de tomar decisões. O deserto é um espaço onde não há pessoas, não há grandes ruídos e permite pensar. Mas Jesus decidiu ir para o deserto também para refletir na sua vida, naquilo que sentia que Deus lhe estava a pedir. Fez como que um retiro do mundo e do rebuliço do dia a dia. E confrontou-se com o bem e com o mal, com as tentações do mundo: com o deslumbre perante os bens materiais, com a sede do poder, com a facilidade de se alcançar os objetivos que se pretendem passando por cima de tudo e de todos, incluindo da própria fé. Todos nós no nosso dia a dia nos deparamos com a necessidade de fazer escolhas, de tomar opções, de decidir pequenas e grandes coisas e somos livres para o fazer. Deus dá-nos essa liberdade, tal como deu a Jesus. Jesus decidiu optar sempre por Deus, por fazer a sua vontade, por ouvir o que Ele tinha para lhe dizer, por confiar no seu PAI a quem Ele sabia que nunca o abandonaria.

E nós, somos capazes, tal como Jesus de escolher sempre o bem, de escolher Deus, mesmo quando tudo parece estar a desmoronar-se?
Em que lugar colocamos Deus na nossa vida nas escolhas do nosso dia a dia? Somos capazes de escutar verdadeiramente a Deus e fazer a vontade do Pai, de vivermos com base na partilha e na entrega ao próximo?
Somos capazes de adorar a Deus e a Ele amar verdadeiramente e acima de todas as coisas? Estas tentações são as nossas tentações/desafios enquanto “peregrinos” nesta caminhada pelo mundo. Este tempo de quaresma, de 40 dias até à Páscoa, pode ajudar-nos a refletir nisto tudo e a transformar a nossa maneira habitual de agir e agir com Deus mais presente na nossa cabeça, no nosso olhar, na nossa mente, na nossa boca, no nosso coração e nas nossas mãos. E nesta caminhada vencermos as nossas fraquezas, abrir o coração a Deus, entregarmo-nos aos outros fazendo o bem, evitando ter pensamentos e palavras maldosas para com os outros e tentar assim, no dia a dia, ser um reflexo de Deus /Amor na vida dos outros levando a uma transformação da nossa própria vida, cumprindo a nossa missão: sermos cristãos felizes e levando / espalhando o Reino de Deus ao mundo à nossa volta.

4º ano de Casal de Malta

Domingo VIII Tempo Comum - Ano C

O Evangelho desta semana faz referência ao nosso crescimento pessoal, tanto humano como espiritual. Ao longo da nossa vida enfrentamos desafios e temos dificuldade em discernir o caminho certo. Nessas alturas, por vezes, somos tentados a seguir por caminhos que não conduzem à felicidade, ao encontro com Deus Pai, guiados por ideologias e crenças que justificamos com “os outros”.

Somos seres de comunidade, que caminhamos juntos na vida social e religiosa. A maioria das vezes apontamos a trave nos olhos dos que caminham connosco, em vez de trabalharmos em nós para removermos as nossas e sermos farol que guia pelo exemplo. Não somos mais do que ninguém, não somos senhores de toda a verdade e toda a sabedoria, para sermos mestre de alguém. Devemos viver na humildade de não julgar. Só devemos olhar para nós, para as nossas atitudes, identificar as nossas fraquezas e o que sai do nosso coração. Temos de reconhecer as nossas limitações e falhas humanas, e diariamente fazer um trabalho de melhoria pessoal. 

Tudo começa por meditar na Palavra de Deus e na oração, pedir a Deus por nós próprios, que nos ajude a clarificar os nossos pensamentos e atitudes. Temos de ser o exemplo da conversão com atitudes e não com palavras. Só assim podemos escolher viver cada vez mais parecidos com Cristo e, desta forma, sermos exemplo para a comunidade, incluindo os nossos filhos. Isto é percorrer o caminho da fé, procurando todos os dias praticar boas ações. Assim, seremos semelhantes à tal árvore, que se poda retirando os ramos doentes no Sacramento da Reconciliação, rega com o adubo da oração e bebe da fonte de vida que é a Eucaristia. Depois desta caminhada, esta árvore dará bons frutos bons.

3º ano de Casal de Malta

Domingo VII Tempo Comum - ano c

Jesus ensina que o amor aos inimigos é essencial para seus discípulos, exigindo que amem, façam o bem, abençoem e orem por aqueles que os maltratam. Esse ensinamento rompe com a lógica humana tradicional e amplia o mandamento do Antigo Testamento sobre o amor ao próximo.

Para Jesus, não há limites para o amor: ele deve ser estendido a todos, independentemente de identidade ou atitudes.

Jesus apresenta exemplos práticos desse amor incondicional e enfatiza que não se trata de passividade diante da injustiça, mas de romper com o ciclo de ódio e violência, promovendo a reconciliação. Ele resume essa atitude na “regra de ouro”: fazer aos outros o que se deseja para si.

A razão para essa exigência está no próprio Deus, que ama e é misericordioso com todos. Como filhos de Deus, os discípulos devem refletir essa misericórdia no mundo.

O ensinamento de Jesus sobre o amor incondicional e o perdão continua a ser profundamente relevante nos dias de hoje, especialmente num mundo marcado por conflitos, polarização e desigualdades. Vivemos numa sociedade onde o ódio e a intolerância se manifestam de diversas formas—seja através de discursos agressivos nas redes sociais, guerras entre nações ou divisões dentro das próprias comunidades e famílias.

A proposta de Jesus não é simplesmente um ideal inatingível, mas um desafio concreto para transformar o mundo através da compaixão e da misericórdia. Amar os inimigos e perdoar os que nos fazem mal não significa ser conivente com a injustiça, mas sim quebrar o ciclo de violência e ressentimento que perpetua o sofrimento.

Na prática, este amor pode ser visto em ações de solidariedade, no acolhimento aos mais vulneráveis, na disposição para ouvir e compreender quem pensa diferente. Hoje, mais do que nunca, precisamos de testemunhas vivas desse amor—pessoas que escolham a reconciliação em vez do ódio, o diálogo em vez da agressão, a paz em vez do conflito. O verdadeiro discípulo, conforme descrito no Evangelho, não se limita a proclamar palavras bonitas, mas encarna o amor de Deus no dia a dia, tornando-se sinal de esperança num mundo que tanto precisa de cura.

2º ano do Casal de Malta

Domingo VI Tempo Comum - Ano C

Reflexão nas maldições

Hoje, ao ler a clássica passagem das bem-aventuranças, sinto que a maioria das pessoas detém-se na parte superficial das mesmas. Muitas pessoas pensam nas bem-aventuranças como sinónimo de uma “recompensa” divina por ser bom. Ou pior, vêm as maldições com um acto divino de vingança pelas pessoas que são más, sem nunca examinarem dentro de si a sua maldade. Todos nós somos a bênção e maldição em certo ponto da vida.

Todos nós bendizemos e amaldiçoamos com a mesma língua e com as mesmas mãos, e ainda assim somos como cegos no que toca a julgamentos, usando medidas diferentes na balança do que é justo ou condenável em mim e nos demais. E pior que este pensamento é a linha de pensamento que interpreta esta passagem como um Deus vingativo. Ora, a estes convido a que me respondam a uma simples pergunta: Como pode um Deus ser vingativo e ao mesmo deixar-se morrer pela criatura? Não vos soa a algo irracional? O amor é irracional. A vingança é estratégica. Ora se amássemos porque é racional, caiam por terra todas as razões para amar… todos falhamos.

Esta reflexão de hoje não é a típica reflexão de como devemos ser bons, ou não é uma reflexão para trazer apenas “sentimentos bons e calorosos”.

Convido-vos a olhar para as maldições, e compreender como são fruto do amor de Deus.

A perspetiva de Jesus quando diz “aí de vós” é um sentido de alerta, de agitar o barco. Quem ouve alguém a falar “aí de ti, meu filho”, não sente logo uma sentinela interna a berrar aos ouvidos da consciência que estamos a fazer alguma asneira?

Olhemos para a primeira maldição: “Mas aí de vós, os ricos, porque já recebestes a vossa consolação.” Muitos pensam, “esta é simples, Deus castiga quem tem muitas riquezas porque a riqueza não é compatível com Deus”. De certa forma não está errado, mas deixa escapar a essência e profundidade desta conclusão, podendo entrar em falácias. Para isso convido o leitor a refletir na passagem do Rico e do Lázaro. Vamos compreender, qual foi a razão da condenação do rico? Surpresa: não foi a sua imensa riqueza! – mas a incapacidade não ter tido compaixão por Lázaro, que era miserável. Deus não convidou o rico a fazer-se pobre ou a deixar tudo e vender aos pobres,

mas para partilhar a sua vida com Lázaro, ajudá-lo fisicamente, financeiramente e amorosamente e a erguê-lo como sendo seu semelhante (riquezas que começam, mas ultrapassam os bens materiais: a atenção, o carinho, a empatia – mas isso fica para outro tópico). A condenação do rico foi autoimposta, e é este o fundamento desta reflexão: As maldições não são divinas, mas fruto da nossa incapacidade de estarmos atentos ao próximo, a incapacidade de olhar para além de nós mesmos.

Seria contraproducente dizer que Deus quer que passemos fome para sermos saciados só no Céu. Não é Ele o mesmo Deus que nos deu o Maná?

Não é o mesmo Deus que multiplicou pães e peixe? Não é o mesmo Deus que fez a pesca milagrosa, de uma abundância tão forte que nos faz quase rasgar as redes? Então o que nos quer dizer é que nos condenamos a nós mesmos quando apenas saciamo-nos a nós, quer seja nos alimentos ou nos desejos.

Seria errado dizer que Deus não gostasse de nos ver sorrir, ou não é o mesmo Deus que libertou os judeus do Egipto e que brotou deles um cântico de alegria? Não é o mesmo Deus que dá a alegria pelo Espírito Santo, que irradiou nos Apóstolos, mesmo até à morte? O mesmo Deus que dá uma força interior e um motivo de sorrir a tantos santos, mesmo no meio de tribulações às quais não teríamos capacidade? E a alegria de Sara e de Isabel, ao serem mães? E a alegria das bodas de Caná? A Bíblia está cheia de grandes alegrias. Uma alegria amaldiçoada é por exemplo aquela que despreza o próximo, aquela que se alimenta das fragilidades dos outros para nos fazer sentir bem, porque somos mesquinhos.

Finalmente, a última maldição é simples: tantos de nós procuram a vaidade para se sentirem preenchidos, querem o reconhecimento dos outros. Mas a bom dizer evangélico: “em verdade vos digo, já receberam a sua recompensa”. Não sejais como os hipócritas, que gostam de ser vistos nas sinagogas, a rezar, a dar esmola, etc. Deus não condena os elogios, sobretudo os que são feitos com sinceridade e bem-intencionados, e igualmente incentiva à humildade no reconhecimento – Obrigado. Deus condena os que vivem em função da procura dos mesmos, e deixam que estes preencham os pobres egos e os inflamem para se sentirem completos.

Como espero que o leitor tenha concluído, não é Deus que castiga ou vinga-se das pessoas más – somos todos maus. Outra surpresa: (por isso se diz) estamos todos condenados! Mas a graça e a verdade do Evangelho e o exemplo de Jesus é que a salvação começa em deixar-se levar pelo Espírito quando grita em ti “ai de ti” que não é este o caminho que tenho para seres feliz! Abre o teu coração, deixa que a mensagem ecoe – é fruto carinho do Pai quando Ele te exorta - mesmo que não gostes, e deixa-te transformar pela graça que te convida à bondade, que te convida sempre a sair do egoísmo e a olhar para quem está à tua frente. A riqueza, o riso e a saciedade não são males em si mesmos, mas tornam-se uma "maldição" quando isolam a pessoa do amor e da partilha. E é por isso que “é difícil para um rico entrar no Reino dos Céus” porque a riqueza tende a endurecer e fechar corações.

Rico leitor, deixa que Lázaro te transforme. Não queiras ser tu o rico que transforma Lázaro. Pode ser que ambos aprendam a pobreza de espírito, a misericórdia e a mansidão.

Daniel Pinto

Domingo V Tempo Comum - 2025

No Evangelho (Lc 5,1-11), São Lucas narra:
O chamamento dos primeiros Discípulos de Jesus.

Naquele tempo, Jesus estava nas margens do lago de Genesaré, na proximidade do mar da Galileia.
Ali também se encontrava uma grande multidão que procurava alimento para a vida, pela Palavra de Jesus.
Junto ao lago encontrava-se um grupo de pescadores que procurava na pesca o seu alimento. Porém, as suas barcas estavam paradas e os pescadores lavavam as redes.
Vendo o desânimo nos seus rostos, Jesus entrou na barca de Simão pedindo para a afastar um pouco da margem. Sentou-se e começou a ensinar palavras de esperança, palavras de vida eterna.

Aqui encontramos Jesus procurando formas de chegar a todos, conseguindo que aquela inúmera multidão O ouvisse falar do Reino de Deus. Desta forma, leva-nos a pensar que a barca de Simão (Pedro) é a "Igreja" onde Jesus nos convida a entrar; o lago (água) pode representar a "Vida" dos que procuram alimento para o corpo e para a alma.

Acabando a Sua pregação, dirigiu-se a Simão e pediu para que lançasse novamente as redes ao lago para pescar.
Simão ficou perplexo com o pedido de Jesus. Ele e os seus amigos eram pescadores experientes e sabiam que era difícil haver peixe durante o dia, até porque estavam cansados e desanimados por terem trabalhado durante a noite e sem terem pescado nada.

Apesar de tudo, Simão chamou-O de Mestre – porque conhecia o poder da Sua Palavra – obedeceu-lhe e disse-lhe: "Já que O dizes, lançarei as redes". E depois de as lançar o inesperado aconteceu aos olhos de todos os pescadores; redes tão cheias, que tiveram de pedir ajuda.
Simão, na sua condição de humilde pescador, prostrou-se diante dos pés de Jesus, dizendo: "Senhor, afasta-Te de mim, que sou um homem pecador".

Este momento foi muito importante para Simão e todos os seus companheiros, apesar do temor que se apoderou deles. Jesus disse-lhe: "Não temas, daqui em diante serás pescador de homens".
E assim acontece o primeiro milagre na vida de Simão Pedro, porque escutou a PALAVRA, confiou no Seu Poder, obedeceu ao MESTRE reconhecendo N'ELE o SENHOR.

Reflexão

- Jesus escolheu, chamou e convidou Simão Pedro. Amou-O não só pelo que era, mas também pelo que viria a ser.

- Quando escolhemos seguir Jesus, Ele ajuda-nos a compreender e alcançar um propósito maior na nossa vida.

- Apesar da nossa pequenez, não devemos desistir. Devemos ter capacidade de pedir ajuda quando nos sentimos frustrados perante a vida, quando não temos capacidade de esperar ou quando a nossa rede volta vazia porque não alcançámos os nossos objetivos.

- Procuremos agir como Simão. Ter confiança nas palavras do Mestre e considerar a importância da obediência à Palavra de Deus, até mesmo quando temos dificuldade em compreende-La ou quando as nossas experiências humanas nos parecem mostrar o contrário. Jesus chama pessoas comuns – como chamou a Simão Pedro e aos seus companheiros – para realizarem obras extraordinárias em Seu Nome. Chama-nos como somos e convida-nos a entrar na sua Barca, permitindo que nos encontremos com o Senhor.

- Só temos que dar um salto na Fé, como fez Pedro. Com humildade, fazer do caminho uma missão de entreajuda e partilha, e deixar que ELE nos ilumine e conduza na nossa Missão como Cristãos.

- Jesus também nos diz: "Vem, não tenhas medo. De hoje em diante farei de vós pescadores de Homens".

Mães do quinto ano da catequese
Centro Igreja Paroquial