A vida é sempre um bem. Iniciar processos para uma Pastoral da Vida Humana

No dia  25 de março de 2025, celebrou-se o 30º aniversário da Carta Encíclica Evangelium vitae e, nessa ocasião, o Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida publicou um subsídio sobre como iniciar processos eclesiais para promover uma Pastoral da Vida humana, a fim de defendê-la, protegê-la e promovê-la nos diversos contextos geográficos e culturais, num tempo de gravíssimas violações da dignidade do ser humano.

24 de março de 2025 - “A vida é sempre um bem” (Evangelium vitae, 31) e como tal deve ser apresentada, preservada e valorizada em todas as circunstâncias”.São as palavras do cardeal Kevin Farrell, Prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, na introdução do subsídio, intitulado A Vida é sempre um bem. Iniciar processos para uma Pastoral da Vida humana, lançado hoje na ocasiãoo dos trinta anos da Encíclica Evangelium vitae.

Na Apresentação, o cardeal Kevin Farrell escreve: « Nesta época de gravíssimas violações da dignidade do ser humano, em muitos países atormentados por guerras e todo tipo de violência (especialmente contra mulheres, crianças – antes e depois do nascimento –, adolescentes, pessoas com deficiência, idosos, pobres, migrantes) é preciso dar forma a uma verdadeira Pastoral da Vida Humana, a fim de colocar em prática o que também foi reiterado pela recente declaração Dignitas infinita do Dicastério para a Doutrina da Fé: “Uma dignidade infinita, inalienavelmente fundada no seu próprio ser, é inerente a cada pessoa humana, para além de toda circunstância e em qualquer estado ou situação se encontre.” (nº 1). Por isso, a vida de cada homem e cada mulher deve ser sempre respeitada, preservada e defendida. Este princípio, que é reconhecível também pela pura razão, deve ser colocado em prática em todos os países, em todas as aldeias, em todas as casas ».

O subsídio é fruto de um diálogo constante com os bispos: “Os principais destinatários deste subsídio pastoral são os bispos, que, nas frequentes Visitas ad limina à Santa Sé, sempre reafirmaram a urgência de um impulso para proteger e promover a vida e a dignidade de cada pessoa humana”, comentou Mons. Dario Gervasi, Secretário Adjunto do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida. Em um webinar organizado pelo Dicastério em 2024 com os responsáveis pelos departamentos para a Família e a Vida das conferências episcopais do mundo inteiro, teve início um processo comum de desenvolvimento da pastoral da vida humana, à luz dos recentes impulsos dados pelo documento Dignitas infinita.

A serviço desse processo, o subsídio apresenta uma proposta que sugere, ainda, como aplicar o método sinodal do discernimento no Espírito aos numerosos temas relacionados à vida humana e às formas de protegê-la, promovê-la e defendê-la nos diversos contextos geográficos e culturais. “Por meio de um diálogo comum”, continua Dom Gervasi, “queremos apoiar o caminho de cada diocese para poder investir os recursos necessários numa formação mais eficaz dos leigos e aumentar a conscientização das novas gerações para o valor da vida humana.”

O volume, publicado hoje, está disponível gratuitamente no site do Dicastério e propõe um método atualizado para animar a pastoral da vida de maneira abrangente nas diversas dioceses do mundo. Para tanto, o Dicastério deseja que cada bispo, sacerdote, religioso, religiosa e leigo leia o subsídio e se empenhe no desenvolvimento de uma Pastoral da Vida humana orgânica e estruturada, capaz de formar adequadamente agentes pastorais, educadores, professores, pais, jovens e crianças para o respeito ao valor de toda a vida humana.

Pode fazer o download do texto aqui

PEREGRINAÇÃO DIOCESANA A FÁTIMA 2025

VIGARARIA DA MARINHA GRANDE

05 de abril de 2025

 

Este ano a peregrinação Diocesana ao Santuário de Fátima vai realizar-se com programa e dia diferentes. Será no sábado, dia 5 de abril, à tarde: 14.00h – Na Capelinha, Acolhimento e recitação do Rosário; 15.15h – Centro Pastoral Paulo VI, Festa da Esperança; 16.45h – Basílica da Santíssima Trindade, Missa. (ver cartaz)

Na nossa vigararia da Marinha Grande propomos a peregrinação a Pé, todos juntos até ao Santuário. Faremos só uma parte do caminho (cerca de 7km) a partir do adro da igreja do lugar do Casal dos Lobos, freguesia de S. Mamede. Devemos concentrar-nos neste local pelas 9.45h e iniciaremos a peregrinação a pé pelas 10.00h devidamente organizados e todos juntos.

Somos convidados a partilhar o almoço e o respetivo convívio num espaço que foi reservado para esse efeito só para a nossa vigararia. É um terreno na rua Imaculado Coração de Maria, perto da casa dos Carmelitas e podemos estacionar os carros nos parques 2 e 3 do Santuário que ficam perto, bem como utilizar os wc’s destes mesmos parques.

Para o almoço a organização preparará e fornecerá uma sopa e pernil de no espeto (cada um contribuirá com o que entender para as despesas). Para proporcionar a partilha e são convívio entre todos, convida-se cada pessoa ou família a levar um entrada ou uma sobremesa e as respetivas bebidas. Estas devem ser entregues ou antes do início da caminhada a pé no Casal dos Lobos a pessoas da organização da respetiva paróquia ou no local do almoço para quem for diretamente só para este.

No sentido de se poder organizar tudo para esta peregrinação a pé e para o almoço convívio, é necessário que que individualmente, em famílias ou grupos se inscrevam da seguinte forma: Ou a partir do código QR aqui apresentado ou junto dos elementos das comissões das igrejas e capelas.

As inscrições devem ser feitas no máximo até ao dia 1 de abril às 18.00h.

Mensagem do Senhor Bispo para a Quaresma 2025

Converter-se em esperança

A Igreja vive esta Quaresma no contexto da celebração do Ano Santo ou Ano jubilar, que celebra, a cada 25 anos, o nascimento de Jesus, motivo da nossa alegria, da nossa fé e da nossa esperança. Na Bula que convoca o Ano Jubilar, o Papa Francisco convida-nos a viver como “Peregrinos da Esperança”, que tem a sua origem em sermos discípulos e discípulas do Senhor Jesus, pelo Espírito que recebemos no batismo e nos acompanha ao longo da vida.

No tempo confuso em que vivemos, marcado pela desinformação e manipulação, por conflitos e guerras, incerteza e desorientação, este fundamento da esperança mobilizadora de compromisso ativo deve marcar o tempo quaresmal. A esperança que não desilude vem da consciência vivida da presença do Senhor Jesus que acompanha a Sua Igreja e caminha com cada um de nós, com as nossas famílias e com toda a Igreja. A vida em esperança consolida-se com a abertura à presença do Espírito, através da oração, da escuta/leitura da Palavra de Deus, da participação mais frequente na vida das nossas comunidades paroquiais e diocesana e, sobretudo, na sensibilidade para com aqueles que têm maiores dificuldades em esperar, por razões económicas e de saúde, isolamento, injustiça e exclusão.

A esperança não se constrói sentados no comodismo individualista; exige esforço e abertura a novas relações e parcerias fraternas e misericordiosas, como diz o Papa Francisco, na sua mensagem de Quaresma: “Os cristãos são chamados a percorrer o caminho em conjunto, jamais como viajantes solitários. O Espírito Santo impele-nos a sair de nós mesmos para ir ao encontro de Deus e dos nossos irmãos, e nunca a fechar-nos em nós mesmos”. É, deste modo sinodal, que o tempo de Quaresma pode transformar-nos em sinal e razão de esperança para os que mais dela precisam.

No meio das incertezas, sofrimentos e dúvidas, surgem também muitos sinais de esperança. Cito apenas alguns, no interior da nossa Igreja diocesana:

●      Os 15 catecúmenos acolhidos – uns oriundos do nosso meio, outros de diferentes países e culturas – que se preparam para receber o batismo na Páscoa. No domingo passado foram recebidos na Sé, assinalados com a cruz salvadora de Jesus e introduzidos na profissão da fé, pelo credo que nos une em Igreja. É um sinal e apelo da Igreja que continua a ser missionária e fundamento de esperança.

●      Os 18 candidatos ao Diaconado Permanente na nossa Diocese, que iniciaram este caminho com o apoio das suas esposas e famílias, como sinal esperançoso de uma Igreja que quer continuar ativamente no caminho do serviço e do anúncio do Evangelho. Em ligação com o precioso ministério do Bispo e dos Presbíteros, os Diáconos Permanentes serão um valioso elemento para a vida e a missão da nossa Diocese.

●      Centenas de irmãs e irmãos que estão sensíveis e compassivamente ativos na catequese, na liturgia, nos Conselhos paroquiais e diocesanos, bem como na Cáritas, nos Centros Sociais Paroquiais e em tantas outras organizações da Igreja e civis, como proximidade fraterna aos que sofrem a pobreza, o isolamento e a exclusão, continuando os gestos de misericórdia e de compaixão do Senhor Jesus.

●      Sinais especiais de esperança são os catequistas, dirigentes e acompanhantes dos milhares de crianças, adolescentes e jovens, em movimentos como o Escutismo – a celebrar 100 anos de presença na nossa diocese – a catequese, os movimentos juvenis, universitários e vocacionais, este ano com presença de religiosos em 20 escolas com o projeto “Sonhar com Deus”, numa ação conjunta do Seminário Diocesano, do Serviço Diocesano de Pastoral nas Escolas e seus professores e dos Institutos de Animação Missionária.

●      Sinal de esperança para a Igreja e o mundo é o Papa Francisco, nos doze anos do seu ministério petrino na Igreja, na aceitação da sua enfermidade, com coerência crente de dedicação e serviço e sobretudo de sólida esperança n’Aquele que passou pelo sofrimento e a morte, mas ressuscitou e vive para sempre.

●      Sinal especial de esperança é o início das Unidades Pastorais na nossa Diocese, que procuram criar espaços de partilha fraterna de paróquias, para a conversão pastoral da nossa Diocese. Como tantos dos outros sinais, trata-se apenas de um caminho inicial e de um desafio de participação ativa, corresponsável e sinodal, envolvendo os diversos carismas e serviços na vida das comunidades em ordem ao crescimento da vida e da missão da Igreja.

Cada um destes e de tantos outros sinais de esperança representa também um desafio a cada membro da nossa Igreja diocesana: Bispo, Presbíteros, religiosos e religiosas, leigos e leigas. Neste tempo de Quaresma, que o exemplo destes irmãos e irmãs desperte no coração de todos os batizados o mesmo generoso propósito de participar, em espírito de comunhão, serviço e missão, no caminho de conversão sinodal que o Espírito está a propor a toda a Igreja pela boca do Papa Francisco.

A peregrinação Diocesana a Fátima, este ano fixada para sábado, 5 de abril, tem sempre um caráter de caminho de conversão. Que todos os que podem participem pessoalmente nesta peregrinação diocesana da Esperança, no Ano Santo jubilar que estamos a celebrar. Unamo-nos à oração da Virgem Maria, que se manifestou aos pastorinhos nesta nossa terra, e peçamos que saibamos dizer sim, como ela, ao convite de Deus para tornar Cristo presente neste nosso mundo. Caminhemos, como verdadeiros filhos e filhas, ao ritmo do seu coração materno, que acompanhou os discípulos nos caminhos da primeira missão.

Um sinal de conversão quaresmal é a partilha dos dons que recebemos de Deus para atender quem mais precisa. Na nossa Diocese de Leiria-Fátima, costumamos partilhar o produto destas ofertas quaresmais, em favor de necessidades no interior da nossa Diocese e de outras situações particularmente carenciadas, na Igreja e no mundo. Este ano serão para os seguintes destinos:

a) Para acudir às vítimas do terrorismo e dos desastres naturais na Diocese de Cabo Delgado, no norte de Moçambique. Esta situação aflitiva tem causado muitos mortos e feridos, rapto de milhares de pessoas, especialmente jovens, destruição de igrejas e casas e centenas de milhares de refugiados.

b) Para apoio ao projeto “Ondjoyetu” da nossa Igreja de Leiria-Fátima que, desde há muitos anos, desenvolve uma parceria fraterna com a Diocese do Sumbe, em Angola, onde se encontra o nosso Padre David Nogueira Ferreira e que tem contado com a generosa participação de muitos leigos das duas dioceses.

Que o Senhor abençoe o caminho quaresmal da nossa Igreja de Leiria-Fátima e nos converta em esperança, na sua Igreja e no anúncio da alegria do Evangelho.

                                                                                + José Ornelas Carvalho

                                                                                 Bispo de Leiria-Fátima

Caminhemos juntos na esperança

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA A QUARESMA DE 2025

Queridos irmãos e irmãs!

Com o sinal penitencial das cinzas sobre as nossas cabeças, iniciamos na fé e na esperança a peregrinação anual da Santa Quaresma. A Igreja, mãe e mestra, convida-nos a preparar os nossos corações e a abrir-nos à graça de Deus para podermos celebrar com grande alegria o triunfo pascal de Cristo, o Senhor, sobre o pecado e a morte, como exclamava São Paulo: «A morte foi tragada pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?» ( 1Cor 15, 54-55). Realmente, Jesus Cristo, morto e ressuscitado, é o centro da nossa fé e a garantia da nossa esperança na grande promessa do Pai, já realizada n’Ele, Seu Filho amado: a vida eterna (cf. Jo 10, 28; 17, 3) [1].

Nesta Quaresma, enriquecida pela graça do Ano Jubilar, gostaria de oferecer algumas reflexões sobre o que significa caminhar juntos na esperança e evidenciar os apelos à conversão que a misericórdia de Deus dirige a todos nós, enquanto indivíduos e comunidades.

Antes de tudo, caminhar. O lema do Jubileu – “Peregrinos de Esperança” – traz à mente a longa travessia do povo de Israel em direção à Terra Prometida, narrada no livro do Êxodo: a difícil passagem da escravidão para a liberdade, desejada e guiada pelo Senhor, que ama o seu povo e sempre lhe é fiel. E não podemos recordar o êxodo bíblico sem pensar em tantos irmãos e irmãs que, hoje, fogem de situações de miséria e violência e vão à procura de uma vida melhor para si e para seus entes queridos. Aqui, surge um primeiro apelo à conversão, porque todos nós somos peregrinos na vida, mas cada um pode perguntar-se: como me deixo interpelar por esta condição? Estou realmente a caminho ou estou paralisado, estático, com medo e sem esperança, acomodado na minha zona de conforto? Busco caminhos de libertação das situações de pecado e falta de dignidade? Seria um bom exercício quaresmal confrontar-nos com a realidade concreta de algum migrante ou peregrino e deixar que ela nos interpele, a fim de descobrir o que Deus pede de nós para sermos melhores viajantes rumo à casa do Pai. Esse é um bom “exame” para o viandante.

Em segundo lugar, façamos esta viagem juntos. Caminhar juntos, ser sinodal, é esta a vocação da Igreja [2]. Os cristãos são chamados a percorrer o caminho em conjunto, jamais como viajantes solitários. O Espírito Santo impele-nos a sair de nós mesmos para ir ao encontro de Deus e dos nossos irmãos, e nunca a fechar-nos em nós mesmos [3]. Caminhar juntos significa ser tecelões de unidade, partindo da nossa dignidade comum de filhos de Deus (cf. Gl 3, 26-28); significa caminhar lado a lado, sem pisar ou subjugar o outro, sem alimentar invejas ou hipocrisias, sem deixar que ninguém fique para trás ou se sinta excluído. Sigamos na mesma direção, rumo a uma única meta, ouvindo-nos uns aos outros com amor e paciência.

Nesta Quaresma, Deus pede-nos que verifiquemos se nas nossas vidas e famílias, nos locais onde trabalhamos, nas comunidades paroquiais ou religiosas, somos capazes de caminhar com os outros, de ouvir, de vencer a tentação de nos entrincheirarmos na nossa autorreferencialidade e de olharmos apenas para as nossas próprias necessidades. Perguntemo-nos diante do Senhor se somos capazes de trabalhar juntos ao serviço do Reino de Deus, como bispos, sacerdotes, pessoas consagradas e leigos; se, com gestos concretos, temos uma atitude acolhedora em relação àqueles que se aproximam de nós e a quantos se encontram distantes; se fazemos com que as pessoas se sintam parte da comunidade ou se as mantemos à margem [4]. Este é o segundo apelo: a conversão à sinodalidade.

Em terceiro lugar, façamos este caminho juntos na esperança de uma promessa. A esperança que não engana (cf. Rm 5, 5), mensagem central do Jubileu [5], seja para nós o horizonte do caminho quaresmal rumo à vitória pascal. Como o Papa Bento XVInos ensinou na Encíclica Spe salvi, «o ser humano necessita do amor incondicionado. Precisa daquela certeza que o faz exclamar: “Nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” ( Rm 8, 38-39)» [6]. Jesus, nosso amor e nossa esperança, ressuscitou [7] e, vivo, reina glorioso. A morte foi transformada em vitória e aqui reside a fé e a grande esperança dos cristãos: na ressurreição de Cristo!

Eis o terceiro apelo à conversão: o da esperança, da confiança em Deus e na sua grande promessa, a vida eterna. Devemos perguntar-nos: estou convicto de que Deus me perdoa os pecados? Ou comporto-me como se me pudesse salvar sozinho? Aspiro à salvação e peço a ajuda de Deus para a receber? Vivo concretamente a esperança que me ajuda a ler os acontecimentos da história e me impele a um compromisso com a justiça, a fraternidade, o cuidado da casa comum, garantindo que ninguém seja deixado para trás?

Irmãs e irmãos, graças ao amor de Deus em Jesus Cristo, somos conservados na esperança que não engana (cf. Rm 5, 5). A esperança é “a âncora da alma”, inabalável e segura [8]. Nela, a Igreja reza para que «todos os homens sejam salvos» ( 1Tm 2, 4) e ela própria anseia estar na glória do céu, unida a Cristo, seu esposo. Santa Teresa de Jesus expressou isso da seguinte forma: «Espera, espera, que não sabes quando virá o dia nem a hora. Vela com cuidado, que tudo passa com brevidade, embora o teu desejo faça o certo duvidoso e longo o tempo breve» ( Exclamações, XV, 3) [9].

Que a Virgem Maria, Mãe da Esperança, interceda por nós e nos acompanhe no caminho quaresmal.

Roma, São João de Latrão,
na Memória dos Santos mártires Paulo Miki e companheiros,
6 de fevereiro de 2025.

                                                                                FRANCISCO

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA FRANCISCO PARA O XXXIII DIA MUNDIAL DO DOENTE

«A esperança não engana» (Rm 5, 5) 
e fortalece-nos nas tribulações

Queridos irmãos e irmãs!

Estamos a celebrar o XXXIII Dia Mundial do Doente no Ano Jubilar de 2025, durante o qual a Igreja convida a tornarmo-nos “peregrinos de esperança”. Nisto, somos acompanhados pela Palavra de Deus que, através de São Paulo, nos transmite uma mensagem de grande encorajamento: «A esperança não engana» (Rm 5, 5), aliás, fortalece-nos nas tribulações.

São expressões reconfortantes, mas que podem levantar algumas questões, sobretudo em quem sofre. Por exemplo: como é que nos mantemos fortes quando somos feridos na carne por doenças graves, que nos incapacitam, que talvez exijam tratamentos cujos custos vão para além das nossas possibilidades? Como fazê-lo quando, não obstante o nosso próprio sofrimento, vemos o daqueles que nos amam e que, embora próximos de nós, se sentem impotentes para nos ajudar? Em todas estas circunstâncias, sentimos a necessidade de um apoio maior do que nós: precisamos da ajuda de Deus, da sua graça, da sua Providência, daquela força que é dom do seu Espírito (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1808).

Detenhamo-nos, pois, por momentos, a refletir sobre a presença de Deus junto dos que sofrem, particularmente nos três aspetos que a caracterizam: o encontro, o dom e a partilha.

1. O encontro. Quando Jesus envia os setenta e dois discípulos em missão (cf. Lc 10, 1-9), exorta-os a dizer aos doentes: «O Reino de Deus já está próximo de vós» (v. 9). Ou seja, pede-lhes que os ajudem a aproveitar a oportunidade de encontro com o Senhor, mesmo na doença, por muito que seja dolorosa e difícil de compreender. Com efeito, no momento da doença, se por um lado sentimos toda a nossa fragilidade – física, psíquica e espiritual – de criaturas, por outro lado experimentamos a proximidade e a compaixão de Deus, que em Jesus participou do nosso sofrimento. Ele não nos abandona e, muitas vezes, surpreende com o dom de uma tenacidade que nunca pensámos possuir e que, sozinhos, não teríamos encontrado.

A doença torna-se então a oportunidade para um encontro que nos transforma, a descoberta de uma rocha firme na qual descobrimos que podemos ancorar-nos para enfrentar as tempestades da vida: uma experiência que, mesmo no sacrifício, nos torna mais fortes, porque mais conscientes de não estarmos sós. Por isso se diz que a dor traz sempre consigo um mistério de salvação, porque nos faz experimentar, de forma próxima e real, a consolação que vem de Deus, a ponto de «conhecer a plenitude do Evangelho com todas as suas promessas e a sua vida» (São João Paulo II, Discurso aos jovens, Nova Orleães, 12 de setembro de 1987).

2. E isto leva-nos ao segundo ponto de reflexão: o dom. Efetivamente, em nenhuma outra ocasião como no sofrimento, nos damos conta que toda a esperança vem do Senhor e que, assim sendo, é antes de mais um dom a acolher e a cultivar, permanecendo «fiéis à fidelidade de Deus», segundo a linda expressão de Madeleine Delbrêl (cf. A esperança é uma luz na noite, Cidade do Vaticano 2024, Prefácio).

Além disso, só na ressurreição de Cristo é que cada um dos nossos destinos encontra o seu lugar no horizonte infinito da eternidade. Só da sua Páscoa nos vem a certeza de que nada, «nem a morte nem a vida, nem os anjos nem os principados, nem o presente nem o futuro, nem as potestades, nem a altura, nem o abismo, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus» (Rm 8, 38-39). E desta “grande esperança” derivam todos os outros raios de luz com que se podem ultrapassar as provações e os obstáculos da vida (cf. Bento XVI, Carta enc. Spe salvi, 27.31). E não apenas isso, porque o Ressuscitado também caminha connosco, fazendo-se nosso companheiro de viagem, como aconteceu com os discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 13-53). À semelhança destes, também nós podemos partilhar com Ele as nossas perturbações, preocupações e desilusões, podemos escutar a sua Palavra que nos ilumina e faz arder o coração, e reconhecê-Lo presente ao partir o Pão, recolhendo do seu estar connosco, apesar dos limites do tempo presente, aquele “mais além” que, ao aproximar-se, nos restitui a coragem e a confiança.

3. E assim chegamos ao terceiro aspeto, o da partilha. Os lugares onde se sofre são frequentemente espaços de partilha, nos quais nos enriquecemos uns aos outros. Quantas vezes se aprende a esperar à cabeceira de um doente! Quantas vezes se aprende a crer ao lado de quem sofre! Quantas vezes descobrimos o amor inclinando-nos sobre quem tem necessidades! Ou seja, apercebemo-nos de que todos juntos somos “anjos” de esperança, mensageiros de Deus, uns para os outros: doentes, médicos, enfermeiros, familiares, amigos, sacerdotes, religiosos e religiosas. E isto, onde quer que estejamos: nas famílias, nos ambulatórios, nas unidades de cuidados, nos hospitais e nas clínicas.

É importante saber captar a beleza e o alcance destes encontros de graça, e aprender a anotá-los na alma para não os esquecermos: guardar no coração o sorriso amável de um profissional de saúde, o olhar agradecido e confiante de um doente, o rosto compreensivo e atencioso de um médico ou de um voluntário, o rosto expetante e trepidante de um cônjuge, de um filho, de um neto, de um querido amigo. Todos eles são raios de luz que é preciso valorizar e que, mesmo durante a escuridão das provações, não só dão força, mas dão o verdadeiro sabor da vida, no amor e na proximidade (cf. Lc 10, 25-37).

Queridos doentes, queridos irmãos e irmãs que cuidais de quem sofre, neste Jubileu, mais do que nunca, vós desempenhais um papel especial. Na verdade, o vosso caminhar juntos é um sinal para todos, «um hino à dignidade humana, um canto de esperança» (Bula Spes non confundit, 11), cuja voz vai muito além dos quartos e das camas dos lugares de assistência em que vos encontrais, estimulando e encorajando na caridade «a sincronização de toda a sociedade» (ibid.), numa harmonia por vezes difícil de alcançar, mas por isso mesmo dulcíssima e forte, capaz de levar luz e calor aonde é mais necessário.

Toda a Igreja vos agradece por isso! Também eu o faço e rezo por vós, confiando-vos a Maria, Saúde dos Enfermos, através das palavras com que tantos irmãos e irmãs, nas suas necessidades, se dirigiram a Ela:

À vossa proteção nos acolhemos, Santa Mãe de Deus.
Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades,
mas livrai-nos de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita.

A todos vós, juntamente com as vossas famílias e entes queridos, vos abençoo e peço, por favor, que não vos esqueçais de rezar por mim.

Roma – São João de Latrão, 14 de janeiro de 2025

FRANCISCO

Mensagem da Comissão Episcopal do Laicado e Família para o Dia dos Namorados

A capacidade de amar é um dom de Deus

14 de fevereiro de 2025

Há dias fixos no calendário para comemorar acontecimentos históricos de elevada importância para a comunidade e há dias fixos para salientar valores humanos importantes para o bem de todos. O Dia dos Namorados, 14 de fevereiro, é oportunidade para uma breve reflexão sobre o que se entende por ‘namoro’ e que valor existe ou deve existir nessa experiência de vida.

Na versão mais tradicional, por ‘namorados’ entende-se um casal de jovens, um rapaz e uma rapariga, que se acompanham por encantamento, para se conhecerem melhor, tendo como possibilidade e objetivo a celebração do matrimónio (casamento). Porém, os comportamentos humanos alteram-se de acordo com um novo quadro de valores ou a falta deles e, nesta situação, a palavra ‘namorados’ já se utiliza nas situações mais diversas, seja entre crianças, idosos, pessoas de género diferenciado e do mesmo género. Também é utilizada por pessoas que resolveram viver maritalmente, sem a celebração do casamento. Enfim, ‘namorados’ é uma palavra utilizada para traduzir relacionamentos humanos em contextos muito diferentes, perdendo o significado de pessoas com um relacionamento com projeto. Na linguagem corrente, ‘namorados’ são pessoas com relacionamento afetivo diverso sem necessidade de qualquer vínculo ou projeto.

‘Namorados’ é uma palavra que tem dentro de si o amor, e o amor é mistério, não se explica, vive-se como um dom e traduz-se por gestos, sinais, atenções e doação de vida. O amor ou existe ou não existe, não se compra em parte alguma nem se fabrica, e pode gerar muito sofrimento quando é correspondido por um falso amor.

Existem ‘namoros’ falsos ou vazios porque não têm o mistério do amor como conteúdo. Há ‘namoros’ que são uma sedução para levar à escravatura, afirmações de poder com objetivos de falsa grandeza pessoal. Entretanto, progressivamente, foi aumentando uma cultura de violência. Há uma contradição inaceitável em alguns jovens namorados que aceitem a violência no seu relacionamento como um dado cultural próprio da atualidade.

Ao contrário do que se diz popularmente, o Amor não tem de ser cego, necessita de vigilância e sabedoria para traduzir a verdadeira vocação humana. Como ensina a Igreja, “Deus, que criou o homem por amor, também o chamou ao amor, vocação fundamental e inata de todo o ser humano. Porque o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus que é Amor, tendo-os Deus criado o homem e a mulher, o amor mútuo dos dois torna-se imagem do amor absoluto e indefetível com que Deus ama o homem. É bom, muito bom, aos olhos do Criador este amor, que Deus abençoa e que é destinado a ser fecundo e a realizar-se na obra comum do cuidado da Criação” (CIC 1604).

A capacidade de amar é um dom de Deus no coração humano que cresce, amadurece e nos torna sempre mais semelhantes ao Criador. Este dom tem de ser traduzido em ensinamento e sabedoria vigilante para que se torne parte do todo da pessoa humana e não um apêndice. Num tempo marcado pelo domínio da economia e da tecnologia, o Amor é desvalorizado e, portanto, não admira que tenhamos um mundo cada vez mais violento, governado por pessoas violentas onde não se reconhece a compaixão pela pessoa humana. Como escreveu o Papa Francisco: “Na sociedade atual falta o coração”.

Aos namorados de todas as idades fica o desafio de levar a sério o Amor como o grande dom que Deus a todos concedeu. Amor que faz alargar a morada interior e dá sentido a grandes opções. Amor que vence a solidão cresce, se for verdadeiro e fiel, e inspira aventuras grandes, confiantes e com esperança.

Jovens da Marinha a caminho do Jubileu 2025

O Jubileu da Esperança consiste num período de graça dedicado à renovação espiritual, à reconciliação e à vivência profunda da misericórdia divina, sendo marcado pelo perdão, cura e esperança para toda a humanidade. 

É com grande entusiasmo e espírito de missão que o nosso grupo de jovens, movido pela alegria que lhe é característico, se prepara para o Jubileu dos Jovens em Roma. Esta será uma experiência única para o nosso crescimento enquanto jovens católicos, onde teremos a oportunidade de partilhar a nossa alegria, fé e momentos de aprendizagem com jovens provenientes de outros países, o que certamente contribuirá para fortalecer a nossa relação com Deus.

Para nós, Roma é muito mais que um mero destino turístico, é um local de peregrinação espiritual, rico em tradições cristãs e vivências que certamente enriquecerão a nossa experiência.

Para que seja possível realizar este sonho, contamos com o apoio e generosidade da nossa comunidade. Convidamos todos a caminharem connosco, seja através da participação nas nossas iniciativas ou apoio às atividades que estamos a organizar.

De forma a dar início à nossa jornada, teremos a apresentação do nosso grupo à comunidade no próximo sábado, dia 18 de janeiro, na missa das 19h, e convidamo-vos a estarem presentes! De seguida marcaremos o início das nossas atividades com uma venda de bolos.

Vamos embarcar juntos nesta jornada de fé e esperança!💚

PROMOVER A VIDA, NÃO O ABORTO

A Associação dos Juristas Católicos manifesta-se contra os projetos de lei que visam facilitar e promover ainda mais a prática do aborto. Perante a discussão parlamentar de projetos que pretendem alterar a legislação relativa à prática do aborto em Portugal, a Associação dos Juristas Católicos vem manifestar a sua posição a tal respeito, tendo bem presente o recente apelo do Papa Francisco na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz: «…faço apelo a um firme compromisso de promover o respeito pela dignidade da vida humana, desde a conceção até à morte natural, para que cada pessoa possa amar a sua vida e olhar para o futuro com esperança, desejando o desenvolvimento e a felicidade para si e para os seus filhos.»

Com tristeza, somos forçados a denunciar que os projetos em discussão contrariam tal apelo, pois facilitam ainda mais a prática do aborto e desprotegem ainda mais o nascituro.

Pretendem tais projetos alargar os prazos de gestação do nascituro dentro dos quais será legal a prática do aborto (prazo atualmente fixado nas dez semanas). Sabemos como a fixação de um qualquer desses prazos, que estabelece uma fronteira a partir da qual uma vida humana já iniciada passa a merecer proteção, se reveste de total arbitrariedade. Mesmo assim, o alargamento desse prazo há de traduzir-se sempre numa forma de facilitar o aborto e numa menor proteção do nascituro. E também numa menor proteção da mulher grávida, também ela vítima do aborto.

Neste sentido se pronunciaram também o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida e o Conselho de Ética e Deontologia da Ordem dos Médicos.

Para além disso, dos projetos em discussão decorre uma grave limitação do direito à objeção de consciência que deles poderá resultar a partir do princípio de que esse direito não pode sobrepor-se ao pretenso direito ao aborto (no limite, a um qualquer médico ou profissional de saúde poderá ser imposta a prática de um aborto, quando não existam alternativas e quando essa seja a única forma de garantir à mulher o exercício desse pretenso direito).

O direito à objeção de consciência está consagrado no artigo 41º, nº 6, da Constituição portuguesa. Trata-se de um corolário da liberdade de consciência, religião e culto, a qual se caracteriza como “inviolável” no nº 1 do mesmo artigo, e um corolário do respeito pela integridade moral das pessoas, que o artigo 25º, nº 1, do mesmo diploma também define como “inviolável”. O, pretenso, “direito” ao aborto não é constitucionalmente tutelado, como é o direito à objeção de consciência. Entre este direito, constitucionalmente tutelado como corolário dos direitos de respeito pela integridade moral e pela liberdade de consciência e religião, com todo o peso que daí decorre, e uma pretensão sem tutela constitucional, não pode o primeiro deixar de prevalecer.

Também suscita a nossa oposição a negação da dimensão institucional do direito à objeção de consciência que decorre dos projetos em causa. Tal significa que não poderá um qualquer estabelecimento de saúde (um hospital católico, por exemplo) negar a prática do aborto invocando razões ligadas ao ideário que inspira a sua atuação.

São estes os motivos que levam a Associação dos Juristas Católicos a apelar a rejeição dos projetos em discussão parlamentar que pretendem alterar a legislação relativa à prática do aborto. Afirmamos convictamente que o que há a fazer com urgência e determinação não é impedir que nasçam crianças promovendo o aborto, é remover os obstáculos que hoje tanto dificultam a maternidade e a paternidade.

Lisboa, 07 de janeiro de 2025

A Associação dos Juristas Católicos

VI Domingo da Palavra de Deus

Apresentação


Dom Rino Fisichella
Pró-Prefeito do Dicastério para a Evangelização
Secção para as Questões Fundamentais da Evangelização no Mundo

Para viver a VI edição do Domingo da Palavra de Deus, que será celebrado em toda a Igreja no próximo dia 26 de janeiro de 2025, o Papa Francisco escolheu como lema as palavras do Salmista: “Espero na tua Palavra” (Sl 119,74). Trata-se de um grito de esperança: o homem, no momento da angústia, da tribulação, da falta de sentido, clama a Deus e põe nele toda a sua esperança.

É uma experiência profundamente humana, como é habitual encontrarmos no Saltério. Todos esperam, todos temos diversas esperanças, mas o que nos é comunicado neste Jubileu é a “Esperança”, no singular. Não se trata de uma ideia abstrata ou de um otimismo ingénuo, mas de uma pessoa, viva e presente na vida de cada um: Cristo crucificado e ressuscitado, o único que nunca nos abandona. A teologia paulina é muito clara neste ponto: “Cristo Jesus, nossa esperança” (1Tm 1,1).

Esta é uma certeza que é posta no nosso caminho. Nela devemos crescer sem nunca desviar o olhar da fidelidade de Deus: “Conservemos firmemente a profissão da nossa esperança, pois aquele que fez a promessa é fiel” (Heb 10,23). O facto de Deus ser fiel às suas promessas repete-se como um refrão do Antigo ao Novo Testamento e por isso podemos encher-nos de alegria e confiança. Sendo a certeza do cumprimento da promessa, a esperança cristã “não desilude”, porque nos é dada pela presença eficaz do Espírito Santo (cf. Rm 5,5). Eis a razão por que podemos esperar na sua Palavra. Bem o entendeu o apóstolo Pedro, quando afirmou: “Pela tua palavra, lançarei as redes” (Lc 5,5), o que significa: “Confio em ti”. A esperança que brota desta Palavra nasce da segurança da fé e confia-nos ao amor de Deus, que nunca se contradiz nem contradiz a promessa feita.

Um jubileu que, a cada 25 anos, bate à porta e nos provoca a levar a vida a sério oferece a oportunidade de manter o olhar fixo na esperança que traz consigo o realismo evangélico. O Domingo da Palavra de Deus permite aos cristãos reforçar, uma vez mais, o convite tenaz de Jesus a escutar e a guardar a sua Palavra, para oferecer ao mundo um testemunho de esperança que permita superar as dificuldades do momento presente. A Palavra de Deus não está confinada num livro, mas permanece viva e torna-se um sinal concreto e tangível. De facto, este Domingo provoca cada comunidade não só a anunciar a fé de sempre, mas sobretudo a comunicá-la com a convicção de que ela traz esperança a todos os que a escutam e a acolhem com um coração simples.

Cada realidade local poderá encontrar as formas mais adequadas e eficazes para viver este Domingo da melhor forma, fazendo “crescer no povo de Deus uma religiosa e assídua familiaridade com as sagradas Escrituras” (Aperuit illis, 15). Propomos este Subsídio pastoral como uma ajuda que queremos oferecer às comunidades paroquiais e àqueles que se reúnem para a celebração da Eucaristia dominical, para que este Domingo seja vivido intensamente, como parte integrante do Jubileu de 2025, cujo lema é Peregrinos de Esperança.

Seminário de Vida Nova no Espírito

Esta experiência de Efusão do Espírito, consiste numa caminhada de 7 semanas com tomada de consciência das verdades do catolicismo, centradas no Pai, Filho, Espírito Santo e também em Maria, culminadas com um pedido da comunidade para que o Espírito Santo venha como em Pentecostes, ao coração dos fiéis participantes e infunda neles uma vida nova sob o senhorio de Nosso Senhor Jesus Cristo. Esta é uma caminhada de conversão, uma aceitação de Jesus Cristo como Senhor da vida, para que, em docilidade ao Espírito Santo, passe a ser vida plena de carismas, para dar testemunho da Verdade, assente no Amor de Deus vivo.

Não sendo um sacramento, a efusão ou batismo no Espírito é uma renovação das promessas do batismo, um reavivar dos dons e carismas que foram recebidos nesse dia e que podem estar adormecidos. Assim, a efusão ajuda a desembrulhar o presente que Deus colocou na pessoa no dia do seu batismo.

Vamos iniciar no próximo dia 09 de janeiro - 21h00 no Salão 1 na igreja Paroquial.

Podem manifestar o interesse em participar no seguinte formulário