Jesus ensina que o amor aos inimigos é essencial para seus discípulos, exigindo que amem, façam o bem, abençoem e orem por aqueles que os maltratam. Esse ensinamento rompe com a lógica humana tradicional e amplia o mandamento do Antigo Testamento sobre o amor ao próximo.
Para Jesus, não há limites para o amor: ele deve ser estendido a todos, independentemente de identidade ou atitudes.
Jesus apresenta exemplos práticos desse amor incondicional e enfatiza que não se trata de passividade diante da injustiça, mas de romper com o ciclo de ódio e violência, promovendo a reconciliação. Ele resume essa atitude na “regra de ouro”: fazer aos outros o que se deseja para si.
A razão para essa exigência está no próprio Deus, que ama e é misericordioso com todos. Como filhos de Deus, os discípulos devem refletir essa misericórdia no mundo.
O ensinamento de Jesus sobre o amor incondicional e o perdão continua a ser profundamente relevante nos dias de hoje, especialmente num mundo marcado por conflitos, polarização e desigualdades. Vivemos numa sociedade onde o ódio e a intolerância se manifestam de diversas formas—seja através de discursos agressivos nas redes sociais, guerras entre nações ou divisões dentro das próprias comunidades e famílias.
A proposta de Jesus não é simplesmente um ideal inatingível, mas um desafio concreto para transformar o mundo através da compaixão e da misericórdia. Amar os inimigos e perdoar os que nos fazem mal não significa ser conivente com a injustiça, mas sim quebrar o ciclo de violência e ressentimento que perpetua o sofrimento.
Na prática, este amor pode ser visto em ações de solidariedade, no acolhimento aos mais vulneráveis, na disposição para ouvir e compreender quem pensa diferente. Hoje, mais do que nunca, precisamos de testemunhas vivas desse amor—pessoas que escolham a reconciliação em vez do ódio, o diálogo em vez da agressão, a paz em vez do conflito. O verdadeiro discípulo, conforme descrito no Evangelho, não se limita a proclamar palavras bonitas, mas encarna o amor de Deus no dia a dia, tornando-se sinal de esperança num mundo que tanto precisa de cura.
2º ano do Casal de Malta