Encontro entre o Principezinho e a Raposa:
“- Vem brincar comigo – propôs o Principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo – disse a raposa – não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa – disse o principezinho. Após uma reflexão, acrescentou.
- Que quer dizer “cativar”?
-Tu não és daqui – disse a raposa. – Que procuras? (…)
– Eu procuro amigos. Que quer dizer “cativar”? [ disse o principezinho ].
- É uma coisa muito esquecida – disse a raposa. – Significa “criar laços...”
- Criar laços?
- Exatamente – disse a raposa – Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...” (extrato do texto do Principezinho de A. Saint-Exupéri)
Jesus também nos quer cativar. Ele está nas nossas vidas e convida-nos a partilhar a nossa vida com Ele. “Segue-me” disse a Mateus (Mt 9,9) e a todos nós que tal como os discípulos, temos o nosso coração aberto e disponível para o receber e deixá-lo agir.
E no grupo de jovens é este o caminho: partilhar, encontrar Jesus nos outros, em nós e deixá-lo entrar e agir.
Sexta-feira passada o grupo de jovens reencontrou-se. Apareceram novos elementos. E só os jovens eram 12. Coincidências…ou talvez não. 😉
Apareceram elementos novos.
“Eu gostei muito do encontro de sexta-feira. Gostei principalmente das atividades dinamizadas para nos conhecermos melhor. Espero encontrar uma família neste grupo, criar memórias e ser feliz.” (Sara)
“Eu gostei do encontro de sexta porque parecem que todos se dão bem e espero que haja diversão e momentos bons.” (Diana)
Como apareceram elementos novos fizemos uma dinâmica que nos permitiu conhecerem-se um pouco mais e melhor.
Tinham um conjunto de legos e num determinado tempo tinham que ir buscar uma peça de cada vez e construir a torre mais alta. E tivemos torres bem altas. Depois tinham de desmontar a torre e para cada peça, falar um pouco de si. De se mostrarem aos outros, quem são, o que querem, o que gostam, o que sonham. E isto nem sempre é fácil, pelo contrário. Mas é importante desinstalarmo-nos. Sairmos da nossa zona de conforto. Até porque é aí que percebemos que conseguimos ser e ir mais além.
Mas, não só foi muito divertido, como surpreendente ver que na vida de cada jovem há coisas belas, interessantes, mas que só se conhecem quando partilhadas desta forma. Temos muito a dar uns aos outros e a aprender uns com os outros.
Rezámos pelos jovens, em geral, e depois houve ainda tempo para um chá e uma fatia de bolo de anos em espírito de alegria, partilha e amizade.